Endereçamento do impacto das inteligências artificiais (IAs) no jornalismo: o ponto de vista de jornalistas e acadêmicos

Conhecemos inteligências artificiais (IAs), ou pelo menos seu conceito, desde os anos 1950 mas somente nas últimas duas décadas notamos o quando se entremearam na vida contemporânea, em uma sociedade cada vez mais datificada (ou dataficada, para alguns) – e até por isso mesmo. IAs podem produzir outputs, saídas, soluções, produtos etc., similares aos produzidos por humanos. Elas podem mimetizar ações humanas. No que nos tange, o jornalismo não escapa desta realidade.

Para Amaya Noian-Sánchez (2022), da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid, IAs podem ajudar o jornalismo em:

– coleta e organização de dados

– detecção de informações

– verificação de desinformação (ex: deep fake)

– melhora da capacidade de trabalho do jornalista

– desenvolvimento e aprimoramento do jornalismo investigativo

Todavia, também cria desafios. O papel do jornalista da produção de notícias passa a ser remodelado, bem como este pode passar a ser substituído por IAs em algumas áreas da redação ou mesmo na produção de certos tipos de notícias, como esportivas, financeiras ou sobre condições climáticas – todas muito estruturadas em dados. Além disso, podem tirar do jornalista o papel de interação com as audiências.

Em verdade, a matriz entre IAs e jornalismo resulta no jornalismo automatizado ou jornalismo computacional ou jornalismo robotizado etc. Não importando sua denominação, este é um campo de estudos crescente nos estudos de jornalismo, especialmente jornalismo digital.

Um dos pontos importantes no jornalismo automatizado é compreender a relação de colaboração entre jornalistas e Inteligências Artificiais. Hoje há um gap de compreensão dos jornalistas de como IAs podem ajudar ou afetar seu trabalho, e isso, segundo Noian-Sánchez (2022), se desenvolve em medos e preconceitos dos profissionais frente essas novas tecnologias. E muito desse gap se dá pela falta de qualificação ou atualização tecnológica universitária e profissional.

Amaya Noian-Sánchez da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid

O texto “Addressing the impact of Artificial Intelligence on Journalism: the perception of experts, journalists and academics” de Amaya Noian-Sánchez (2022) traz um bom panorama do impacto das IAs na vida de jornalistas e no contexto atual do jornalismo a partir do ponto de vista de profissionais e acadêmicos da área. Algumas ideias interessantes são levantadas, como a proposição de que jornalistas precisam desenvolver um perfil híbrido para conseguir trabalhar em colaboração com IAs. Outras discussões são abertas em controvérsias com os entrevistados, como por exemplo, o fato de que não há consenso se jornalistas precisarão ou não aprender a programar para lidar melhor com IAs em seu ambiente de trabalho informativo.

Os próximos anos, no entanto, nos reservarão novas oportunidades de observação sobre como IAs (re)agregarão o jornalismo e seus profissionais. Por ora, uma coisa é certa: o trabalho colaborativo entre jornalistas humanos e jornalistas robôs já é uma realidade irrefutável e que se estende por redações em toda aldeia global.

Referências:

Noain-Sánchez, A. “Addressing the Impact of Artificial Intelligence on Journalism: the perception of experts, journalists and academics”. Communication & Society. 35 (3), 2022, 105 – 121. Disponível em: <https://revistas.unav.edu/index.php/communication-and-society/article/view/41216>

Meu primeiro livro: Caboclos, Poetas e Zumbi

Não é todo dia que publico um livro, e aqui está: “Caboclos, Poetas e Zumbi – poesias soteropolitanas” já está disponível para ser baixado em PDF, Epub e na Amazon (para vocês que tem Kindle. (Em breve teremos a versão imprensa para vocês desfrutar meus queridos poemas em tinta e papel).

Baixe o livro em PDF clicando aqui (GRÁTIS).

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Caboclos, Poetas e Zumbi: poesias soteropolitanas”

“Caboclos, Poetas e Zumbi: poesias soteropolitanas” coleta o que há de mais poético em Salvador, mais especificamente, a poesia e os momentos poéticos entre a Praça do Campo Grande, a Praça Castro Alves e o Pelourinho – lugares icônicos da capital baiana; os poemas trazem histórias, causos, sonhos e misticismos que imaginam diferentes Salvadores e soteropolitanos, que são, ao mesmo tempo, moldados e moldam a Cidade da Baía de Todos os Santos. 

As poesias soteropolitanas do livro são inspiradas em três lugares icônicos da cidade de Salvador: o Caboclo, no Campo Grande, a estátua de Castro Alves, na Praça Castro Alves, e a estátua de Zumbi dos Palmares, no Pelourinho; múltiplas histórias e personagens, a própria cidade sendo uma delas, são mobilizados para contarem poesias soteropolitanas. Morar no Rio Vermelho (boêmio e poético por natureza) há quatro anos me proporcionou um olhar mais poético sobre a cidade e sobre suas experiências vividas nos ambientes soteropolitanos, em especial no roteiro Praça do Campo Grande, Praça Castro Alves e Praça da Sé/Pelourinho: lugares que cheiram a poesia soteropolitana.

Ficha Técnica 

Editora: Publicação própria

Autor: Moisés Costa Pinto

Produção Executiva: Laíse Castro

Capa, ilustrações e projeto gráfico: Tuíris de Azevedo

Fotografia: Amanda Penna

Prefácio: Wesley Correia

Assessoria de imprensa: Dayanne Pereira (Conectada Comunicação Integrada)

Publico capítulo em livro em parceria com membros do GJOL

O ano de 2022 começou com mais uma publicação internacional de membros do GJOL. Suzana Barbosa, Mariana Almeida, Lívia Vieira e Moisés Costa (eu!) assinam artigo publicado no livro “Total Journalism: Models, Techniques and Challenges” (Springer Nature) produzido pelo Grupo Novos Medios da Universidade de Santiago de Compostela e editado pelos pesquisadores espanhóes Jorge Vázquez-Herrero, Alba Silva Rodríguez, Cruz Negreira, Carlos Toural e Xosé Lopes.

O capítulo é intitulado “Professional profile of the contemporary digital journalist” (Perfil profissional do jornalista digital contemporâneo) e pode ser encontrado no link da publicação disponibilizado pela  Springer: https://lnkd.in/d6PB7SK5 ou Web de Novos Medios: https://lnkd.in/dEwnuh8X

Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU) nas cidades

Artigo: “Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU): Sistemas Operacionais Urbanos, Smartsurveillance e Tecnologias Infocomunicacionais”

Centro de Comando e Controle Urbano da prefeitura de Salvador.
Noa Salvador: exemplo de Centro de Comando e Controle Urbano

Neste artigo propomos investigar os Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU), novas ferramentas para gestões urbanas baseadas em tecnologias infocomunicacionais. Partimos da conceituação do que seriam os CCCU e, em seguida, analisamos alguns dos seus impactos sobre as cidades, como a criação de sistemas operacionais urbanos (SOU), análises preditivas sobre camadas urbanas e o surgimento de smartsurveillances dos atores urbanos – três aspectos que dependem dos dados coletados pelas tecnologias infocomunicacionais (como sensores, hardwares tecnológicos,aplicativos, softwares de coleta, armazenamento, processamento e análise de dados etc.) instaladas nos CCCU. Nossa conclusão é de que Centros de Comando e Controle Urbanos podem contribuir para amplificar a noção de Estado-rede, e produzir novas camadas de controle sobre espaços e corpos urbanos.

Palavras-chave: Centros de Comando e Controle Urbanos, Sistemas Operacionais Urbanos, Tecnologias Infocomunicacionais, Smartsurveillances, Cibercultura.

https://moises.co/wp-content/uploads/2020/08/Centros-de-Comando-e-Controle-Urbanos-_CCCU_moises-costa-pinto.pdf

Palestra sobre Algoritmos na Campus Party Digital Edition

Então, “vou” pra mais uma @campuspartybra (acho que a 7ª?!)… e dessa vez como palestrante! Falarei sobre algoritmos e como medeiam nossa vida!

A Campus Party é um do eventos mais nerds do Brasil, e um lugar onde, desde 2012, tive experiências incríveis, seja dormindo em sofás, nas barracas ou não dormindo para poder acompanhar o que rolava em 24h de evento. Parafraseando Cumpadi Washigton, “eu gostuuu munchooo”! Tô empolgado? Imagina.

😀

A palestra será no dia 09/07, às 21h. Clique aqui para assistir.

Relatório Reuters Digital News 2020 aponta crescimento de pagantes por notícias online no Brasil

O Digital News Report 2020, do prestigiado Reuters Institute for the Study of Journalism, apontou um crescimento de 5% entre aqueles que pagam para acessar notícias online no Brasil, que agora atingem 27% da população.

O relatório também mostra um amadurecimento do consumo de notícias em aparelhos móveis (celulares) e em redes sociais, que, pela primeira vez, ultrapassaram a Televisão no consumo de notícias, 67% contra 66%.

Outros dados interessantes do relatório sobre o consumo de notícias no Brasil:

– O Grupo Globo, com a TV Globo (56% do mercado offline) e o G1 (detendo 51% do mercado online), domina o o consumo de notícias no país.

A internet (incluso redes sociais) é a maior fonte de notícias para a população, com alcance de 87%.

– Pela primeira vez, desde que o relatório é divulgado, as redes sociais aparecem a frente de canais de televisão no consumo de notícias, com 67% e 66%, respectivamente.

– Acompanhando tendência dos relatórios anteriores, o consumo de notícias online por computadores continua despencando, agora, com 43%, enquanto o consumo por celulares estabilizou em 76% – sendo este o principal meio de consumo de notícias.

– No cenário de pandemia de COVI-19, a confiança em veículos de comunicação subiu 3% em relação ao relatório anterior, alcançando 51%.

– A confiança em notícias online a partir de buscas na internet é de 53%.

– Já a confiança em notícias online encontradas em redes sociais é de apenas 38%.

O Facebook (54%), seguido por Whatsapp (48%) e Youtube (45%), são as principais ferramentas de consumo de notícias online para a maioria da população.

‘A Partir de Agora’: um podcast pra chamar de meu

Quem me conhece sabe o quanto gosto de rádio e podcast. Já em 2010 era o maluco do antigo Podcast One, site de hospedagem de podcast que marcou época. Há alguns anos, desejo voltar a fazer o meu próprio podcast. Repare, só nesse parágrafo usei cinco vezes a palavra “podcast” – essa é a sexta! É, não sai da minha mente. E por isso, sem mais delongas, lanço hoje o “A Partir de Agora“!

‘A Partir de Agora’ contarei estórias e histórias com ajuda deste podcast. É uma aventura gestada há meses… minto, há anos. Sonho com ele há muito tempo, desde que deixei a faculdade: um espaço onde possa organizar as ideias e encaminhá-las ao mundo – é para isso que servem, afinal!

Contudo, todavia, porém, não obstante, ainda não sei qual rumo esse programa irá tomar – quero me aventurar em formatos, temas e conversas, mas sempre com um pé na contemporaneidade, ou, em outras palavras, no ‘que tá acontecendo no rolê’! O que espero mesmo é seguir este sentimento de fazer e seguir fazendo.

Vamos lá!

O tema desse primeiro episódio é “como podemos superar o isolamento social”. O programa tem dicas de um psicólogo, Jarbas Cersosino Jr (@pensandocomjarbas), uma nutricionista, Leilane Calixto (@nutrileilanecalixto), e um preparador físico, Felipe Chokito @chokito_felipe), sobre o que fazer ao longo da quarentena.

Agora preciso de você: ouça, compartilhe e mande suas críticas e sugestões! Isso vale muito.