‘A Partir de Agora’: um podcast pra chamar de meu

Quem me conhece sabe o quanto gosto de rádio e podcast. Já em 2010 era o maluco do antigo Podcast One, site de hospedagem de podcast que marcou época. E por isso, há alguns anos, desejo voltar a fazer o meu próprio podcast. Só nesse parágrafo usei 5 vezes a palavra “podcast”. É, não sai da minha mente, e por isso lanço agora o “A Partir de Agora”!

‘A Partir de Agora’ contarei estórias e histórias com ajuda deste podcast. É uma aventura gestada há meses… minto, há anos. Sonho com ele há muito tempo, desde que deixei a faculdade: um espaço onde possa organizar as ideias e encaminhá-las ao mundo – é para isso que servem!

Contudo, todavia, porém, não obstante, ainda não sei qual rumo este programa irá tomar – quero me aventurar em formatos, temas e conversas, mas sempre com um pé na contemporaneidade, ou, em outras palavras, no ‘que tá acontecendo no rolê’! O que espero, mesmo, é seguir este sentimento de fazer e seguir fazendo. E vamos lá!

O tema desse primeiro episódio foi “como podemos superar o isolamento social”. O programa tem dicas de um psicólogo, Jarbas Cersosino Jr (@pensandocomjarbas), uma nutricionista, Leilane Calixto (@nutrileilanecalixto), e um preparador físico, Felipe Chokito @chokito_felipe), sobre o que fazer ao longo da quarentena.

Agora preciso de você: ouça, compartilhe e mande suas críticas e sugestões! Isso vale muito.

Como não ter medo de ter medo?

Medo é um tabu! Ter medo, mais precisamente. Quem tem medo é “fraco”. O medo dos outros “é dos outros, não me atinge”. Infelizmente, muitas vezes, nossa empatia estaciona ai. Pode até ser que estejamos imunes ao medos do resto do mundo, mas e os seus? E os meus? Negar o monstrinho que habita em nós só pode piorar a situação.

Comigo funciona assim, às vezes, eles – sim, no plural – me paralisam. Não importa se tenho toda pauta organizadinha ~minuciosamente~ à minha frente, ou se tenho todo tempo pra realizá-las… kabooom!, o medo do fracasso (o mais presente em minha vida) transporta-se para dentro do meu frágil corpo de carbono e água. Resultado: me paralisa.

Algumas vezes fiquei paralisado de forma literal. Fiquei vendo o tempo passar no relógio por ter medo de não realizar aquilo que deveria da melhor forma possível. Eu nem mesmo tentava fazer o que tinha que ser feito! Em 100% dessas vezes que esse medo aparatava eu fazia outra coisa “mais fácil” ou que não tinha relação com o principal. Não ficava em pânico, mas, ainda assim, isso era (é) um saco!

Conversa franca com meus medos

Minha luta diária com meus medos é para não ter medo deles: tento abraçá-los (e afugentá-los ao mesmo tempo). O que tento fazer é educá-los: primeiro, digo para eles que está tudo bem, compreendo-os; depois, simplesmente, tento ignorá-los, mesmo berrando e sacudindo minha pobre alma; e, finalmente, tento chutá-los para o mais longe possível. Miro sempre o espaço – o objetivo é que fiquem na Lua e não voltem.

Acontece que nem sempre consigo. Mas não tenho alternativa, preciso continuar lutando contra mim mesmo. Meus medos são meus e, ao chegar no último degrau, representam meu próprio Eu – subconsciente ou não – tentando me sabotar por alguma razão que só Deus e Oxalá sabem.

Meu ponto é: não devemos ter medo de ter medo. Talvez devamos nos preocupar mais em ter falta de medos do que, propriamente, com eles. De certa forma, nos mantêm vivos e é ‘ok’ quando colocados lado a lado dos outros sentimentos que explodem em nosso interior todos os dias. Só não podemos deixar crescerem como a noite sobre uma tarde de inverno. Às vezes pode demorar um bocado para acendermos uma pequena e frágil vela… mas sempre conseguiremos.

Aprender a controlar meus medos não é fácil, ainda estou descobrindo e talvez nunca os domine de fato. C’est la vie – é a vida! E por ela me arisco todos os dias a continuar lutando contra meus principais algozes.

Por fim, o desafio de encarrar meus medos e vê-los cair por terra é uma das coisas que me mantém de pé a cada dia. A satisfação de vencê-los é única.

O (bom) jornalismo não perdoa ninguém

O papa é pop e o jornalismo não perdoa ninguém” – já dizia aquela bandinha famosa nos idos anos 1980/90… ou quase isso.

Já foi-se o tempo em que estudantes secundaristas – apaixonados – sonhavam em entrar nas faculdades de jornalismo Brasil à fora por causa do “glamour” da profissão na telinha! “Plim plim!” Me recordo, como ontem, que ao entrar na Faculdade de Comunicação da Ufba (um dos lugares que mais amo na vida, de verdade) muitos parentes, amigos e conhecidos me abordaram, em momentos diferentes mas em sintonia, com a seguinte frase: “e ai, quando vai trabalhar na Globo?! Quando vou te ver no jornal?!”.

Assustado, a pergunta me lançava ao lugar comum do que deveria ser o jornalista, e, além de estranha, não caia bem aos meus ouvidos e muito menos encontrava eco em meus neurônios juvenis. Resultado: eu bugava!

A tela azul do Windows aparecia.

Pois, devo esclarecer, não foi Willian Bonner, todo engomadinho na minha TV, o motivo pelo qual desejei fazer jornalismo. Para ser franco, no momento que entrei na Facom, nem eu mesmo sabia direito o que estava fazendo ali – aliás, como quase todo jovem no começo da faculdade: era um lugar estranho, com gente esquisita e que lia Adorno, McLuhan, Mafessoli, Tom Wolf, Capote, Traquina, Bourdieu etc. E, assim como quase todo jovem na faculdade – pelo menos os que conheci-, só fui descobrir o que estava fazendo ali já quase no meio do curso. Antes tarde que nunca, mas descobri.

Descobri uma cachaça pior que a original água ardente: a informação de qualidade, com pitadas de pensamento complexo.

O bom jornalismo vestido de palhaço mata 8

Fazer um jornalismo de qualidade é muito fácil, ao contrário do que muitos dizem: ele requer honestidade, curiosidade e apuração. Com essas três ferramentas na mão é possível lapidar um diamante bruto em uma baita reportagem.

Dito isso, para fazer um bom jornalismo será sempre difícil: ninguém quer que informações sensíveis sejam divulgadas ou que alguns nomes sejam comprometidos pelo brilho irradiado do bom jornalismo. E quando isso acontece, quando o jornalismo mata 8 em roupa de palhaço, os jornalistas são acusados de “politicagem”. De repente, o jornalismo não é mais jornalismo: se divulga algo comprometedor, mesmo com interesse público, é logo taxado de partidário ou de “propagador de fake news”. Aff!

Lamento dizer, mas, o papel do jornalismo não é agradar as pessoas, nem mesmo ao leitor. O papel do jornalismo é oferecer a verdade em uma bandeja de prata à sociedade. Por isso, o jornalismo é um cão de guarda: ele pode morder até mesmo seu cuidador! E, precisamos defender que continue assim. Uma democracia não sobrevive sem um jornalismo mordedor, implacável e independente. Quando alguém acusa o jornalismo de querer o mal (ou coisa pior), desconfie. Certamente essa pessoa é alvo fácil do nosso anão vestido de palhaço.

ps: Dancemos!

Onde está o jornalismo quando mais precisamos dele?

Enquanto jornalista, muitas vezes sentado nas redações da vida e com os dedos sobre os teclados, foi saboroso pensar que estava desempenhando meu papel de vigilante – com o peito bem estufado e montado em um cavalo branco – nessa industrial vital. Mas, deixando de lado o amor que me conectou com a profissão na Faculdade, hoje posso ver que, especialmente nos últimos anos, o jornalismo anda sumido, tímido e acanhado, e não mais desempenha um papel de vigilância, de 4º poder… como era antes imaginado.

Não, o jornalismo não está acabando ou, parafraseando Nietzsche, “está morto”. Para se tornar uma linda borboleta multicolorida e feliz, ele, nesse exato momento, está em metamorfose.

Fake News is the new black

Por vezes, é complicado explicar, até mesmo para um bom jornalista, um daqueles bem antenados em tudo que acontece na profissão, que as fake news, essas maltrapilhas danadinhas que ajudam a eleger presidentes, foram um marco tão ou mais importante que a revolução digital da informação para o jornalismo. Talvez, e ai viajo na maionese, bem como muitos colegas pesquisadores, esse movimento de criação e divulgação de fake news quiçá seja a maçã podre no cesto que vai mostrar o quanto um bom manejo é preciso para termos, no futuro breve, uma boa safra. Por favor, sem agrotóxicos!

Nesse exato momento, ainda é pedir demais que o jornalismo nos salve. É pedir demais que os jornalistas saibam como lidar com as polarizações que correm para todos os lados. O jornalismo, somente agora – antes tarde que nunca -, está começando a montar as redes de controvérsias e aprendendo a interagir com os diferentes atores que fazem circular as novas associações de informações, sejam elas basilares das fake news ou não.

Então, pra resumir a história, “onde está o jornalismo quando mais precisamos dele?” Está aprendendo a ser jornalismo. Um novo jornalismo ou (para não confundirmos com a escola new journalism de Gay Talese, Ton Wolfe e cia) um jornalismo moleque.

Não seria demasiado afirmar que o jornalismo ainda terá papel importante na civilização contemporânea. Talvez não venha a ser o salvador da pátria. Contudo, ele pode, pelo menos, ajudar a colocar o dedo sobre aqueles que não fazem bem ao nosso pomar.

Eu + social: interagir mais

Como parte do meu projeto de dominar o mundo… digo, do meu projeto de me reconhecer como autêntico detentor do conhecimento que tenho e posso compartilhar, passarei a ser mais social na web e na vida. Explico – sem tirar as sandálias.

Moisés Costa Pinto dentro de uma feed do instagrma par ao post do blog pessoal sobre como ser mais social.

“Síndrome do impostor” é o que tenho e, talvez, você também. Não poderei explicar muito, o objetivo desse texto é outro, mas, essa síndrome se resume, basicamente, em algo como se eu ficasse o tempo todo afirmando pra mim mesmo que uma hora as pessoas perceberiam que não sou “tudo isso que me mostro” (como se fosse grande coisa) ou que não teria capacidade para fazer o que me proponho na universidade, no trabalho e na vida familiar. É uma síndrome mais comum que pensamos, e muito mais comum ainda no meio acadêmico – muitos colegas de mestrado passaram da síndrome para a depressão. Ou seja, essa é, potencialmente, uma doença. Existem muitos estágios, mas o ideal mesmo é procurar ajuda especializada/psicológica se você tem alguns desses sintomas. No meu caso, terminar minha dissertação de mestrado ajudou muito a baixar o nível dessa “afobação”. Mas, ela resite e todo dia luto pra reafirmar a mim mesmo meu potencial.

Minhas histórias

Junto essa “questão não resolvida” com a minha já revelada vontade (ou “compilação” voltada) para contar minhas histórias. Quero contar pro mundo e também pra você de coisas que descobri ou estou descobrindo. Isso, no campo da comunicação, literatura, jornalismo, marketing, cibercultura e o que mais for batendo e colando em mim ao longo dos dias.

E ser mais social também faz parte desse projeto. “Preciso postar mais nas redes, além do blog, e, também, interagir mais com as pessoas… conhecidas ou não. Twitter, Instagram e Facebook são os lugares ideais para isso. Contudo, não pretendo ficar plantado nessas redes, ou neste blog. Pretendo, ai sim, compartilhar e ver quais ondas retornam.

Antes que me pergunte, sim, também pretendo ser mais social offline, voltar à jogar bola com os amigos pode ser um primeiro retorno viável à minha antiga vida social (que existia antes do mestrado).

Dica: Ouça esse episódio do Podcast Boa Noite Internet sobre “Síndrome do Impostor”:

Caminhos da academia

Puxar ferro é divertido, mas gosto mesmo é de malhar o cérebro: acontece que gosto de estudar, gosto da academia, essa malandra que educa e produz conhecimento motriz.

A Universidade me deu muito. Mostrou os caminhos que percorro hoje. E, toda vez que olho por entre passado e presente vejo só um futuro possível: uma aventura contínua nas salas de aula.

De fato, a atual geração da minha família sertaneja avança forte e rápido sobre as universidades. A anterior penou muito para que alguns poucos completasem seus estudos básicos. Muito dessa luta inglória e acumulo de frustrações contribuiu para que lutassem pelo avanço na educação de nós, seus filhos. Hoje diplomas se multiplicam nas paredes das casas de nossos pais. Jornalistas, contadores, engenheiros, médicos, geógrafos, biomédicos, enfermeiros, quimícos etc. São o que são por causa de pedreiros, lavradores, agricultores familiares, cortadores de sisal, lavadouras de roupa e donas de casa. A nova geração nunca estará no nível da anterior.

Alguém na vida

Em meu caso, a paixão começou com desamores. Lutei – e ainda luto – muito contra os vícios da escola pública deficitária, que contribuiu para pensar em desistir da Faculdade no terceiro semestre. Mas, “estudar é a única forma de conseguir ser alguém na vida”, repetia minha Mãe toda santa oportunidade. Virou mantra e de tanto ouvir acreditei. Aos poucos consegui avançar nos estudos, me formar e também fazer um mestrado. De fato, cheguei, hoje, em um ponto onde não consigo recuar. É quase como – assim como minha ululante vontade de escrever – algo para qual estou compelido. É uma sentença que não desejo mais escapar.

Hoje, quando sentei em uma das salas da Faculdade de Comunicação, a Facom, senti que os anos passados naquelas salas, laboratórios e corredores não representavam nada: estava nervoso como no primeiro dia. Era um nervosismo empolgado, como no primeiro dia. Era uma visão do futuro, como no primeiro dia. Era o sonho de meus pais se realizando, como no primeiro dia… há 12 anos.

Estar na academia me faz feliz, mas sei que faz meus pais muito mais. Sigo fazendo eles felizes, e isso é o mais importante.

Construo caminhos para eles trilharem à minha frente.

Como escrever?

Comecei esse blog com o intuito de (re)começar a escrever. Se há 2 anos, quando fazia meu mestrado em comunicação, escrevia diariamente, em alguns momentos até a exaustão, hoje escrevo pouco. Twitto bastante, mas não filosofo o suficiente.

No meu pequeno mundo a escrita sempre esteve ligada a algo mais forte e primordial. Há algo no ato de escrever que não só transcreve meus pensamentos, mas, sustenta-os.

Escrever me traduz no mundo.

Não sou um escritor. Mas, a cada dia, como falei no primeiro post desse novo blog, o teclado, “esse danado”, me observa e me chama surdinamentE – como bem poderia dizer Adoniran Barbora.

Sonho com a escrita, sonho com as histórias e estórias: elas saltam na minha língua de vez em quando. Para ser franco, me martirizo, como o maior dos pecadores, todos os dias que não escrevo. Não escrevo na maior parte dos dias. Sofro na maior paret dos dias.

Não é como se fosse um vício de jornalista que pulala em mim. Em minha solene ilusão, é muito mais uma necessidade básica condicionada pelo ato de pensar minha existência de ser humano na (atenção: palavra preferida dos faconianos adiante; ainda dá tempo de largar este post e não ser afetadx) contemporaneidade. Não raras vezes me pego pensando que preciso pular no rio do que é ser um “ser humano’, nesse ponto da história. Que preciso, também, reafirmar minha existência por meio do que, parece óbvio, ser uma das concepções mais disruptivas (para usar uma palavrinha da moda) da humanidade: a escrita.

A escrita não apenas transmite a comunicação, ela registra-a no tempo. Ela solidifica a existência da linguagem para sempre. Claro, ela também é uma linguagem.

Escrevo para você em um blog e não em uma pedra. Nós dois sabemos que esse blog deixará de existir um dia. Essas palavras também. Não obstante, eu as escrevi, eu as sinto pular por meus dedos para a tela – elas se materializam ali, eu estou ali. Isso nunca será tirado de mim.

Mais uma vez, blog

máquina de escrecer

Não é meu primeiro blog na rede. Já fiz de tudo um pouco na internet, já usei blogspot, já circulei no wordpress e já semeei no meu próprio “com.br” – perdi esse domínio, lamentavelmente, e agora ataco de “moises.co“.

Mas, volto. Volto com um objetivo em mente: escrever. Este é meu desafio para os próximos anos: escrever mais e mais a cada dia. Ler mais livros também está na equação de minha vida. Todavia, ter um blog sempre me ajudou na prática da escrita, e sempre foi um grande incentivo.

Faça seu próprio blog e produza. Não fique contente em apenas consumir.

Neste canto você poderá ler sobre cibercultura – minha paixão em termos de interesse e pesquisa -, comunicação digital, marketing e mídias sociais – estas últimas mais próximas das áreas de trabalho que coloquei meus pés nos últimos anos – e, claro, um pouco sobre mim. Não creio que vá acertar em tudo que escreverei, mas o objetivo será mesmo de levantar a bola e não de marca o ponto. Fazer um exercício de humildade é preciso, afinal. 🙂

Espero conseguir escrever, ao menos, três parágrafos por dia neste blog. Também anceio conseguir pegar as borboletas que realmente importam, não apenas para mim, mas também para você, anônimo leitor. Dedos cruzados.

Se está lendo isso, sinta-se no direito de me cobrar essa “promessa”.

Abraços fraternos.

Waze and Urban Command and Control Centers: cases studies in Brazil

New digital and collaborative infocommunication technologies can be seen in the hands of citizens as well as organs and governments. The Waze smartphone app is one such case. Based on data and mining locative information on traffic, in real time, it quickly gained spaces among citizens to bypass urban problems. And also the Urban Command and Control Centers (UCCCs), which aim to have access to the data produced collaboratively by the users of the app. Based on this, this research aims to understand how Waze works and associations with UCCCs. Interviews with those responsible for Centers that have a partnership with Waze in Brazil (in the cities of Rio de Janeiro-RJ, Petrópolis-RJ, Vitória-ES and Juiz de Fora-MG), or use it unofficially (in Salvador-BA) were done in order to raise appropriations and understanding about the use of the app and its data by UCCCs. The application, important for users to overcome urban problems, has proved useful to Centers (lending their infocommunication skills) to connect with citizens and to be able to observe, treat and solve problems in different urban layers.
Key-words: Waze. Infocommunication Technologies. Urban Command and Control
Centers. Connected Citizens Program. Traffic.

Acess: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27834

Waze e Centros de Comando e Controle Urbanos: estudos de casos no Brasil

Novas tecnologias infocomunicacionais digitais e colaborativas podem ser vistas nas
mãos de cidadãos e também de órgãos e governos. O aplicativo para smartphones Waze é um destes casos. Baseado em dados e mineração de informações locativas sobre o trânsito, em tempo real, rapidamente ganhou espaços entre cidadãos para contornar
problemas urbanos. E, em seguida, também de Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCUs), que visam ter acesso a dados produzidos colaborativamente pelos usuários do app. Com base nisso, esta pesquisa objetiva compreender como o Waze funciona e associações como CCCUs. Entrevistas com os responsáveis por Centros, que têm parceria com o Waze, no Brasil (Rio de Janeiro-RJ, Petrópolis-RJ, Vitória-ES e Juiz de Fora-MG), ou usa-o extraoficialmente (Salvador), foram realizadas afim de levantar apropriações e entendimento sobre a utilização do app e seus dados pelos CCCUs. O aplicativo, importante para usuários contornarem problemas urbanos, no dia a dia, mostrou-se útil aos Centros (emprestando suas competências infocomunicacionais) para conectarem-se com os cidadãos e conseguirem observar, tratar e solucionar problemas em diversas camadas urbanas.
Palavras-chave: Waze. Tecnologias infocomunicacionais. Centros de Comando e
Controle Urbanos. Connected Citizens Program. Trânsito.

Disponível: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/27834