Acho tendência

Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU) nas cidades

Artigo: “Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU): Sistemas Operacionais Urbanos, Smartsurveillance e Tecnologias Infocomunicacionais”

Centro de Comando e Controle Urbano da prefeitura de Salvador.
Noa Salvador: exemplo de Centro de Comando e Controle Urbano

Neste artigo propomos investigar os Centros de Comando e Controle Urbanos (CCCU), novas ferramentas para gestões urbanas baseadas em tecnologias infocomunicacionais. Partimos da conceituação do que seriam os CCCU e, em seguida, analisamos alguns dos seus impactos sobre as cidades, como a criação de sistemas operacionais urbanos (SOU), análises preditivas sobre camadas urbanas e o surgimento de smartsurveillances dos atores urbanos – três aspectos que dependem dos dados coletados pelas tecnologias infocomunicacionais (como sensores, hardwares tecnológicos,aplicativos, softwares de coleta, armazenamento, processamento e análise de dados etc.) instaladas nos CCCU. Nossa conclusão é de que Centros de Comando e Controle Urbanos podem contribuir para amplificar a noção de Estado-rede, e produzir novas camadas de controle sobre espaços e corpos urbanos.

Palavras-chave: Centros de Comando e Controle Urbanos, Sistemas Operacionais Urbanos, Tecnologias Infocomunicacionais, Smartsurveillances, Cibercultura.

Campus Party 2020 – Como algoritmos transformam humanos e não-humanos

Título da palestra:

Movendo o mundo por definições: como algoritmos transformam humanos e não-humanos. Acompanhe esta palestra e entenda como algoritmos fazem esta transformação.

Palestra sobre Algoritmos na Campus Party Digital Edition

Então, “vou” pra mais uma @campuspartybra (acho que a 7ª?!)… e dessa vez como palestrante! Falarei sobre algoritmos e como medeiam nossa vida!

A Campus Party é um do eventos mais nerds do Brasil, e um lugar onde, desde 2012, tive experiências incríveis, seja dormindo em sofás, nas barracas ou não dormindo para poder acompanhar o que rolava em 24h de evento. Parafraseando Cumpadi Washigton, “eu gostuuu munchooo”! Tô empolgado? Imagina.

😀

A palestra será no dia 09/07, às 21h. Clique aqui para assistir.

Relatório Reuters Digital News 2020 aponta crescimento de pagantes por notícias online no Brasil

O Digital News Report 2020, do prestigiado Reuters Institute for the Study of Journalism, apontou um crescimento de 5% entre aqueles que pagam para acessar notícias online no Brasil, que agora atingem 27% da população.

O relatório também mostra um amadurecimento do consumo de notícias em aparelhos móveis (celulares) e em redes sociais, que, pela primeira vez, ultrapassaram a Televisão no consumo de notícias, 67% contra 66%.

Outros dados interessantes do relatório sobre o consumo de notícias no Brasil:

– O Grupo Globo, com a TV Globo (56% do mercado offline) e o G1 (detendo 51% do mercado online), domina o o consumo de notícias no país.

A internet (incluso redes sociais) é a maior fonte de notícias para a população, com alcance de 87%.

– Pela primeira vez, desde que o relatório é divulgado, as redes sociais aparecem a frente de canais de televisão no consumo de notícias, com 67% e 66%, respectivamente.

– Acompanhando tendência dos relatórios anteriores, o consumo de notícias online por computadores continua despencando, agora, com 43%, enquanto o consumo por celulares estabilizou em 76% – sendo este o principal meio de consumo de notícias.

– No cenário de pandemia de COVI-19, a confiança em veículos de comunicação subiu 3% em relação ao relatório anterior, alcançando 51%.

– A confiança em notícias online a partir de buscas na internet é de 53%.

– Já a confiança em notícias online encontradas em redes sociais é de apenas 38%.

O Facebook (54%), seguido por Whatsapp (48%) e Youtube (45%), são as principais ferramentas de consumo de notícias online para a maioria da população.

‘A Partir de Agora’: um podcast pra chamar de meu

Quem me conhece sabe o quanto gosto de rádio e podcast. Já em 2010 era o maluco do antigo Podcast One, site de hospedagem de podcast que marcou época. Há alguns anos, desejo voltar a fazer o meu próprio podcast. Repare, só nesse parágrafo usei cinco vezes a palavra “podcast” – essa é a sexta! É, não sai da minha mente. E por isso, sem mais delongas, lanço hoje o “A Partir de Agora“!

‘A Partir de Agora’ contarei estórias e histórias com ajuda deste podcast. É uma aventura gestada há meses… minto, há anos. Sonho com ele há muito tempo, desde que deixei a faculdade: um espaço onde possa organizar as ideias e encaminhá-las ao mundo – é para isso que servem, afinal!

Contudo, todavia, porém, não obstante, ainda não sei qual rumo esse programa irá tomar – quero me aventurar em formatos, temas e conversas, mas sempre com um pé na contemporaneidade, ou, em outras palavras, no ‘que tá acontecendo no rolê’! O que espero mesmo é seguir este sentimento de fazer e seguir fazendo.

Vamos lá!

O tema desse primeiro episódio é “como podemos superar o isolamento social”. O programa tem dicas de um psicólogo, Jarbas Cersosino Jr (@pensandocomjarbas), uma nutricionista, Leilane Calixto (@nutrileilanecalixto), e um preparador físico, Felipe Chokito @chokito_felipe), sobre o que fazer ao longo da quarentena.

Agora preciso de você: ouça, compartilhe e mande suas críticas e sugestões! Isso vale muito.

Como não ter medo de ter medo?

Medo é um tabu! “Ter medo”, mais precisamente. Quem tem medo é “fraco”. O medo dos outros “é dos outros, não me atinge”. Infelizmente, muitas vezes, nossa empatia estaciona ai. Pode até ser que estejamos imunes ao medos do resto do mundo, mas e os seus? E os meus? Negar o monstrinho que habita em nós só piora a situação.

Comigo funciona assim, às vezes, eles – sim, no plural – me paralisam. Não importa se tenho toda pauta organizadinha ~minuciosamente~ à minha frente, ou se tenho todo tempo pra realizá-las… kabooom! o medo do fracasso (o mais presente em minha vida) transporta-se para dentro do meu frágil corpo de carbono e água.

Algumas vezes fiquei paralisado de forma literal. Fiquei vendo o tempo passar no relógio por ter medo de não realizar aquilo que deveria fazer da melhor forma possível. Eu nem mesmo tentava fazer o que tinha que ser feito! Em 100% dessas vezes, que esse medo aparatava, eu fazia outra coisa “mais fácil” ou que não tinha relação com o principal. Não ficava em pânico, mas, ainda assim, isso era (é) um saco!

Conversa franca com meus medos

Minha luta diária com meus medos é para acabar com eles: tento abraçá-los (e afugentá-los ao mesmo tempo). O que tento fazer é educá-los: primeiro, digo para eles que está tudo bem, compreendo-os; depois, simplesmente, tento ignorá-los, mesmo berrando e sacudindo minha pobre alma; e, finalmente, tento chutá-los para o mais longe possível. Miro sempre o espaço – o objetivo é que fiquem na Lua e não voltem.

Acontece que nem sempre consigo. Fazer oquê?! Todavia, não tenho alternativa, preciso continuar lutando contra mim mesmo (essa fazenda de medos).

Meus medos são meus e, ao chegar no último degrau, representam meu próprio Eu – subconsciente ou não – tentando me sabotar por alguma razão que só Deus, Tupã e Oxalá sabem.

Meu ponto é: não devemos ter medo de ter medo. Talvez devamos nos preocupar mais em ter falta de medos do que, propriamente, com eles. De certa forma, eles nos mantêm vivos e, sabe, é ‘ok’ quando colocados lado a lado dos outros sentimentos que explodem em nosso interior todos os dias. Só não podemos deixar crescerem como a noite sobre uma tarde de inverno. Às vezes pode demorar um bocado para acendermos uma pequena e frágil vela… mas sempre conseguiremos iluminar a sala com ela!

Aprender a controlar meus medos não é fácil, ainda estou descobrindo e talvez nunca os domine de fato. C’est la vie – é a vida! E por ela me arisco todos os dias a continuar lutando contra meus principais algozes.

Por fim, o desafio de encarrar meus medos e vê-los cair por terra é uma das coisas que me mantém de pé a cada dia. A satisfação de vencê-los é única.

O (bom) jornalismo não perdoa ninguém

O papa é pop e o jornalismo não perdoa ninguém” – já dizia aquela bandinha famosa nos idos anos 1980/90… ou quase isso.

Foi-se o tempo em que estudantes secundaristas – apaixonados – sonhavam em entrar nas faculdades de jornalismo Brasil afora por causa do “glamour” da profissão na telinha! “Plim plim!” Me recordo, como ontem, que ao entrar na Faculdade de Comunicação da Ufba (um dos lugares que mais amo na vida) muitos parentes, amigos e conhecidos me abordaram, em momentos diferentes mas em sintonia, com a seguinte frase: “e ai, quando vai trabalhar na Globo?! Quando vou te ver no jornal?!”.

Assustado, a pergunta me lançava ao lugar comum do que deveria ser o jornalista, e, além de estranha, não caia bem aos meus ouvidos e muito menos encontrava eco em meus neurônios juvenis. Resultado: eu bugava!

A tela azul do Windows aparecia.

Pois, devo esclarecer, não foi Willian Bonner, todo engomadinho na minha TV, o motivo pelo qual desejei fazer jornalismo. Para ser franco, no momento que entrei na Facom, nem eu mesmo sabia direito o que estava fazendo ali – aliás, como quase todo jovem no começo da faculdade: era um lugar estranho, com gente esquisita e que lia Adorno, McLuhan, Mafessoli, Tom Wolf, Capote, Traquina, Bourdieu etc. E, assim como quase todo jovem na faculdade – pelo menos os que conheci-, só fui descobrir o que estava fazendo ali já quase no meio do curso. Antes tarde que nunca, mas descobri.

Descobri uma cachaça pior que a original água ardente: a informação de qualidade, com pitadas de pensamento complexo.

O bom jornalismo vestido de palhaço mata oito

Fazer um jornalismo de qualidade é muito fácil, ao contrário do que muitos dizem: ele requer honestidade, curiosidade e apuração. Com essas três ferramentas na mão é possível lapidar um diamante bruto em uma baita reportagem.

Dito isso, para fazer um bom jornalismo será sempre difícil: ninguém quer que informações sensíveis sejam divulgadas ou que alguns nomes sejam comprometidos pelo brilho irradiado do bom jornalismo. E quando isso acontece, quando o jornalismo mata 8 em roupa de palhaço, os jornalistas são acusados de “politicagem”. De repente, o jornalismo não é mais jornalismo: se divulga algo comprometedor, mesmo com interesse público, é logo taxado de partidário ou de “propagador de fake news”. Aff!

Lamento dizer, mas, o papel do jornalismo não é agradar as pessoas, nem mesmo ao leitor. O papel do jornalismo é oferecer a verdade em uma bandeja de prata à sociedade. Por isso, o jornalismo é um cão de guarda: ele pode morder até mesmo seu cuidador! E, precisamos defender que continue assim. Uma democracia não sobrevive sem um jornalismo mordedor, implacável e independente. Quando alguém acusa o jornalismo de querer o mal (ou coisa pior), desconfie. Certamente essa pessoa é alvo fácil do nosso anão vestido de palhaço.

ps: Dancemos!

Onde está o jornalismo quando mais precisamos dele?

Enquanto jornalista, muitas vezes sentado nas redações da vida e com os dedos sobre os teclados, foi saboroso pensar que estava desempenhando meu papel de vigilante – com o peito bem estufado e montado em um cavalo branco – nessa industrial vital. Mas, deixando de lado o amor que me conectou com a profissão na Faculdade, hoje posso ver que, especialmente nos últimos anos, o jornalismo anda sumido, tímido e acanhado, e não mais desempenha um papel de vigilância, de 4º poder… como era antes imaginado.

Não, o jornalismo não está acabando ou, parafraseando Nietzsche, “está morto”. Para se tornar uma linda borboleta multicolorida e feliz, ele, nesse exato momento, está em metamorfose.

Fake News is the new black

Por vezes, é complicado explicar, até mesmo para um bom jornalista, um daqueles bem antenados em tudo que acontece na profissão, que as fake news, essas maltrapilhas danadinhas que ajudam a eleger presidentes, foram um marco tão ou mais importante que a revolução digital da informação para o jornalismo. Talvez, e ai viajo na maionese, bem como muitos colegas pesquisadores, esse movimento de criação e divulgação de fake news quiçá seja a maçã podre no cesto que vai mostrar o quanto um bom manejo é preciso para termos, no futuro breve, uma boa safra. Por favor, sem agrotóxicos!

Nesse exato momento, ainda é pedir demais que o jornalismo nos salve. É pedir demais que os jornalistas saibam como lidar com as polarizações que correm para todos os lados. O jornalismo, somente agora – antes tarde que nunca -, está começando a montar as redes de controvérsias e aprendendo a interagir com os diferentes atores que fazem circular as novas associações de informações, sejam elas basilares das fake news ou não.

Então, pra resumir a história, “onde está o jornalismo quando mais precisamos dele?” Está aprendendo a ser jornalismo. Um novo jornalismo ou (para não confundirmos com a escola new journalism de Gay Talese, Ton Wolfe e cia) um jornalismo moleque.

Não seria demasiado afirmar que o jornalismo ainda terá papel importante na civilização contemporânea. Talvez não venha a ser o salvador da pátria. Contudo, ele pode, pelo menos, ajudar a colocar o dedo sobre aqueles que não fazem bem ao nosso pomar.

Eu + social: interagir mais

Como parte do meu projeto de dominar o mundo… digo, do meu projeto de me reconhecer como autêntico detentor do conhecimento que tenho e posso compartilhar, passarei a ser mais social na web e na vida. Explico – sem tirar as sandálias.

“Síndrome do impostor” é o que tenho e, talvez, você também. Não poderei explicar muito, o objetivo desse texto é outro, mas, essa síndrome se resume, basicamente, em algo como se eu ficasse o tempo todo afirmando pra mim mesmo que uma hora as pessoas perceberiam que não sou “tudo isso que me mostro” (como se fosse grande coisa) ou que não teria capacidade para fazer o que me proponho na universidade, no trabalho e na vida familiar. É uma síndrome mais comum que pensamos, e muito mais comum ainda no meio acadêmico – muitos colegas de mestrado passaram da síndrome para a depressão. Ou seja, essa é, potencialmente, uma doença. Existem muitos estágios, mas o ideal mesmo é procurar ajuda especializada/psicológica se você tem alguns desses sintomas. No meu caso, terminar minha dissertação de mestrado ajudou muito a baixar o nível dessa “afobação”. Só que ela resiste e todo dia luto pra reafirmar a mim mesmo meu potencial.

Minhas histórias

Junto essa “questão não resolvida” com a minha já revelada vontade (ou “compilação” voltada) para contar minhas histórias. Quero contar pro mundo e também pra você de coisas que descobri ou estou descobrindo. Isso, no campo da comunicação, literatura, jornalismo, marketing, cibercultura e o que mais for batendo e colando em mim ao longo dos dias.

E ser mais social também faz parte desse projeto. “Preciso postar mais nas redes, além do blog, e, também, interagir mais com as pessoas… conhecidas ou não. Twitter, Instagram e Facebook são os lugares ideais para isso. Contudo, não pretendo ficar plantado nessas redes, ou neste blog. Pretendo, ai sim, compartilhar e ver quais ondas retornam.

Antes que me pergunte, sim, também pretendo ser mais social offline, voltar à jogar bola com os amigos pode ser um primeiro retorno viável à minha antiga vida social (que existia antes do mestrado).

Dica: Ouça esse episódio do Podcast Boa Noite Internet sobre “Síndrome do Impostor”: